Das 27 capitais brasileiras, 15 perdem mais da metade da água produzida, esta quantidade daria para abastecer 38 milhões de pessoas por dia, sendo a média diária de consumo nas capitais de 150 litros por habitante. Os locais com maior consumo são: Rio de Janeiro, Vitória e São Paulo, que chegam a consumir 220 litros por habitante ao dia. ONU recomenda 110 litros por pessoa diariamente. Em termos de volume de água, o Rio de Janeiro tem a maior perda, com um total equivalente a 618 piscinas olímpicas por dia; São Paulo é segunda cidade com maior perda — 425 piscinas olímpicas, o que corresponde a 14% do total em volume.
O acesso à rede de esgoto não atende a 30% da população das grandes cidades brasileiras, que é aproximadamente 13 milhões de pessoas, mais da metade não tem este serviço essencial e 80% dos esgotos são lançados diretamente nos rios. Algumas cidades como Manaus, Belém e Rio Branco atendem a menos de 3% da população que nela reside, com rede de esgoto, enquanto os maiores índices de tratamento de esgoto são: Brasília, Curitiba e Rio de Janeiro, com mais de 60% de cobertura no serviço.
O Brasil está entre as maiores economias do mundo, porém é um país deficiente na área de saneamento básico, o que resulta em gastos elevados com a saúde.
A participação do setor privado no saneamento no Brasil tem crescido nos últimos anos. Hoje mais de 200 municípios que representam 10% da população urbana do país, são atendidos por empresas privadas na prestação dos serviços de água e esgoto.
A participação de empresas privadas nos serviços de saneamento iniciou-se no ano de 1995 com as concessões realizadas pelos municípios de Limeira e Ribeirão Preto.
Após a promulgação da Lei Federal nº 11.445/2007 intitulada Lei do Saneamento, abriu-se novas oportunidades para participação do setor privado, o que vem a contribuir muito para o setor.
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